O mercado atual é dinâmico e muda constantemente. Por isso, diz-se que estamos vivendo uma economia de projetos. Do ponto de vista das empresas, o talent mobility é uma prática que ajuda os gestores a navegar nesse mercado muitas vezes incerto e turbulento.

Até mesmo as grandes organizações têm se estruturado em equipes que trabalham com projetos específicos — em vez de departamentos sólidos com as mesmas funções. Isso facilita a adaptação quando uma nova necessidade surge no mercado.

Se você deseja saber como a sua empresa pode adotar essa prática e agregá-la como benefício para os colaboradores, basta continuar a leitura. Contamos tudo neste post!

O que é talent mobility?

Posto em termos simples, mobilidade de talentos é permitir que os profissionais que você já têm dentro da sua própria empresa sejam aproveitados da melhor forma possível, mesmo que isso signifique mudá-los de cargo, projeto ou setor. É uma espécie de contratação dentro da própria empresa.

Suponha que você esteja começando um novo projeto, ou uma nova linha de trabalho, e precise de profissionais qualificados. Quem seria a escolha com maior probabilidade de sucesso: um profissional externo, contratado especificamente para essa tarefa e alheio à cultura da empresa, ou um profissional que já trabalha na organização, conhece o funcionamento dos processos e tem os conhecimentos necessários para a nova função?

Certamente, você deve ter optado pela segunda alternativa — pois ela realmente faz muito sentido. O talent mobility é exatamente a prática de dar oportunidades reais para que os seus colaboradores aceitem novos desafios dentro da empresa.

Do ponto de vista da empresa, a prática tem a vantagem de aproveitar ao máximo as capacidades dos colaboradores e o tempo de experiência dentro da organização.

Além disso, estamos falando de um profissional que já está plenamente inserido na cultura empresarial, o que faz com que a chance de turnover seja muito menor do que em uma nova contratação. Isso ainda contribui para o employer branding da sua organização.

Como isso pode ser um benefício para o colaborador?

Uma pesquisa realizada pela agência de recrutamento TopResume revelou que 73% dos profissionais têm um “relacionamento aberto” com seus empregos. Ou seja, apesar de estarem contratados, mantêm olhos e ouvidos abertos para outras oportunidades.

Porém, quando a chance é dada dentro da própria empresa, temos uma relação de ganha-ganha: a organização recebe um profissional qualificado, experiente e integrado para um cargo altamente necessário. E o colaborador ganha um novo desafio e uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

Se a prática do talent mobility faz parte da política de RH da empresa, isso pode ser apresentado aos candidatos às vagas como um benefício inovador. Essa cultura será vista como uma forma indireta de investimento na qualificação do colaborador.

O trabalho dentro de um novo departamento, cumprindo uma nova função, traz uma enorme bagagem profissional. Isso é uma forma do trabalhador traçar sua T-shaped carreer, além de dar um peso maior ao seu currículo.

Aliado a outros benefícios — como vale-refeição, vale-alimentação, cartão corporativo para despesas, auxílio-gasolina e plano odontológico — uma política de talent mobility pode formar um pacote muito atraente. Dessa forma, você garante que os melhores profissionais vão se candidatar às vagas na sua empresa, além de reter esses talentos.

Para dar certo, essa é uma prática que precisa ser abraçada por todas as lideranças da empresa. Assim, você garante que os colaboradores sejam incentivados a concorrer aos processos seletivos internos.

Talent Mobility
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