Benefícios Corporativos

Refeitório, vale-alimentação e vale-refeição: qual a melhor escolha?

06/02/2018

O alimento é um dos principais combustíveis que mantém o corpo humano funcionando. Ele fornece a energia necessária para que possamos realizar todas as nossas atividades diárias — entre elas, trabalhar. Quanto melhor nos alimentamos, mais focados, centrados e produtivos somos no trabalho, uma vez que contamos com toda a disposição oferecida pelo organismo.

Nesse sentido, é comum que cada vez mais organizações beneficiem seus colaboradores com vale-refeição, vale-alimentação ou mesmo com a presença de um refeitório nas instalações locais.

Diferentemente do vale-transporte e da concessão de abono de faltas justificadas, o fornecimento de vale-refeição e vale-alimentação não consta na CLT como uma obrigação legal imposta ao empregador, ou seja, não existe uma lei que afirma que as empresas devam fornecer refeições ao empregado.

Contudo, a companhia que opta por incentivar essa questão conta com diferenciais relevantes, oferecendo aos funcionários um benefício real e proporcionando vantagens de mercado relacionadas ao bem-estar e ao fomento da boa qualidade de vida. Isso tudo resulta em um ambiente produtivo e em resultados cada vez mais positivos para a organização.

Agora, a pergunta que nos resta é: qual dessas opções é a melhor? É sobre isso que falaremos no artigo de hoje. Para ajudá-lo nessa missão, falaremos brevemente sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e, em seguida, abordaremos separadamente cada alternativa de benefício, apontando suas principais vantagens e possíveis desvantagens. Continue conosco e boa leitura!

O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

Criado em 1976, o PAT, como é conhecido, surgiu como uma forma de promover e assegurar a saúde nutricional dos trabalhadores brasileiros. Trata-se de um programa facultativo, ou seja, não só as empresas podem escolher se vão aderir ou não, como também os próprios funcionários.

Por meio dele, as organizações podem solicitar uma redução no imposto de renda em um valor equivalente ao de um benefício alimentar, como vale-refeição, vale-alimentação, vale-compras ou cesta básica, por exemplo.

Podem participar do programa todas as pessoas jurídicas que tenham trabalhadores contratados. De modo geral, pode-se dizer que qualquer empresa que possua ao menos um colaborador e esteja sujeita a pagar imposto de renda está apta a aderir ao PAT — até mesmo aquelas sem fins lucrativos, como as filantrópicas.

Qualquer trabalhador que ganhe um total de até 5 salários mínimos pode ser beneficiado pelo programa do PAT e, como o valor desses benefícios não é deduzido do salário, não é necessário se preocupar financeiramente.

Vantagens do PAT para empresas

Além da redução de impostos, podemos citar:

Vantagens do PAT para trabalhadores

  • melhoria da alimentação e da qualidade de vida;

  • melhoria da capacidade física;

  • aumento da disposição e da resistência;

  • prevenção dos riscos de acidentes laborais.

Após conhecer um pouco mais sobre o PAT e sua importância, veja a seguir como as empresas podem beneficiar os trabalhadores quanto à alimentação.

Vale-alimentação

Embora vale-alimentação e vale-refeição possam soar parecidos e possuam, no geral, o mesmo objetivo (alimentação do trabalhador), saiba que trata-se de duas opções de benefício diferentes.

Primeiramente, falaremos sobre o vale-alimentação, que substitui as cestas básicas e é destinado para compras de gênero alimentício em supermercados, hipermercados e demais estabelecimentos do tipo cadastrados pela operadora do cartão.

Na prática, isso quer dizer que o funcionário pode utilizá-lo para fazer as compras do mês, por exemplo, adquirindo os alimentos a serem consumidos durante aquele período.

Por esse motivo, pode-se dizer que ele beneficia não só o funcionário em questão, como, também, a sua família, que também vai usufruir de uma alimentação saudável e completa, caso o vale seja utilizado de maneira adequada.

Existem, no entanto, algumas restrições quanto ao que é possível adquirir com vale-alimentação. Como o objetivo do benefício é a promoção do acesso à alimentação de qualidade, só são liberados para a compra produtos como:

  • itens de mercearia (arroz, feijão, farinha, açúcar, óleo, azeite, massas, molho, sal, temperos, milho, ervilha, palmito, biscoitos, cereais, geleia, gelatina, café, leite em pó, etc.);

  • bebidas como água mineral, refrescos, sucos, refrigerantes (embora não recomendado), água de coco;

  • hortifruti;

  • laticínios;

  • carnes como peixes, aves e bovinas;

  • congelados;

  • itens de padaria.

Várias empresas prestadoras de serviços oferecem soluções como esse tipo de vale. Se optar pelo vale-alimentação da VB, por exemplo, organizações e funcionários podem contar com os seguintes benefícios:

  • economia com impostos e custos referentes à logística (já que substituem as cestas básicas);

  • praticidade para o trabalhador, que não precisará mais transportar as cestas básicas para casa;

  • liberdade na escolha de itens;

  • possibilidade de fixar um valor mensal de acordo com a necessidade da organização, já que independe do número de dias úteis trabalhados;

  • ampla rede nacional da ticket, incluindo os principais super e hipermercados;

  • simplicidade para solicitar o vale por meio do portal beneficiário;

  • auxílio da VB quanto ao valor determinado pelo acordo sindical da sua categoria.

Vale-refeição

O vale-refeição, por sua vez, permite que os colaboradores de uma empresa façam suas refeições diárias com qualidade e também comodidade. Ele pode ser utilizado para o pagamento de almoços, lanches e jantares em restaurantes, lanchonetes, padarias e outros similares conveniados à prestadora de serviços.

Prático, ele traz conforto à rotina do funcionário, que pode realizar suas refeições nesses estabelecimentos — inclusive próximos ao local de trabalho — sem se preocupar com pagamentos em dinheiro, fazendo apenas bom uso do benefício para que ele dure ao longo do mês.

Para isso, é interessante realizar um cálculo rápido e simples, estabelecendo uma média para que seja possível equilibrar os gastos. Se o colaborador recebe R$ 400 de vale-refeição e trabalha por 20 dias em um mês, deve gastar até R$ 20 por dia para que o valor do cartão seja o suficiente ao longo do período.

Além disso, o próprio funcionário pode fazer uma lista daqueles estabelecimentos que considerar bons em preço e qualidade, de modo a variar entre as alternativas e otimizar o uso do vale-refeição sem se cansar da comida. Interessante, não?

Optando pelo VB Refeição, ou seja, o vale-refeição da VB, colaborador e empresa podem usufruir de vantagens como:

  • ampla cobertura;

  • tecnologia de chip, trazendo segurança e facilidade de controle;

  • praticidade, uma vez que o benefício pode ser administrado online por meio do portal beneficiário;

  • informação do saldo a cada compra feita com o cartão;

  • possibilidade de se alimentar de maneira saudável, balanceada e com liberdade de escolha;

  • aumento da motivação e da produtividade no trabalho;

  • recarga com pontualidade, de acordo com a data solicitada;

  • auxílio da VB quanto ao valor determinado pelo acordo sindical da sua categoria.

Refeitório

Algumas empresas, conforme o número de colaboradores, podem optar por não oferecer nenhum tipo de benefício em forma de vales, escolhendo abrigar um refeitório em suas instalações para fornecer refeições aos funcionários.

Em alguns casos, essa circunstância é também um compromisso legal. Para se manter de acordo com a legislação trabalhista, empresas que possuam mais que 300 funcionários trabalhando no estabelecimento devem, por lei, propiciar um refeitório próprio, onde esses trabalhadores possam se alimentar.

Já para aquelas organizações que possuam entre 30 e 300 colaboradores, a instalação de um refeitório passa a ser apenas opcional, desde que esse também mantenha condições suficientes de comodidade, conforto e higiene para a realização de refeições.

Nesse sentido, devem ser considerados e administrados fatores como limpeza constante, quantidade suficiente de assentos, iluminação adequada, arejamento e espaço para a circulação de pessoas, por exemplo.

Contar com um refeitório no interior da empresa também carrega benefícios, como a diminuição da dispersão dos colaboradores nos intervalos para alimentação. Os atrasos nesses horários tornam-se cada vez mais raros e o tempo de retorno ao trabalho é certamente menor.

Além disso, quando a estrutura do refeitório é bem montada, possibilitando que todos os colaboradores comam reunidos e em conforto, há a promoção de uma maior integração entre os membros daquela empresa, que passam a ter a oportunidade de se conhecerem melhor e se tornarem mais unidos e engajados — o que também é bom para a organização.

Por outro lado, há também a desvantagem de precisar arcar com as remunerações mensais para manter o pessoal do refeitório, que pode ser tanto interno quanto terceirizado. Fora os adicionais, encargos trabalhistas sobre esses trabalhadores e a manutenção dos equipamentos da cozinha e do espaço em geral.

Pronto: agora você tem em mãos as principais informações sobre o vale-alimentação, vale-refeição e refeitório.

Para definir qual a melhor opção para a sua empresa e, consequentemente, para os seus colaboradores, calcule tudo com tranquilidade e não deixe de levar em consideração o que abordamos sobre cada uma dessas alternativas.

Além disso, jamais se esqueça de que muito mais que um benefício, o fomento à alimentação é também uma promoção à saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida do trabalhador.

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