Desenvolvimento de pessoal

Entenda como administrar conflitos organizacionais sem desespero

15/07/2016

As pessoas pensam de formas diferentes e é até comum que alguns problemas de relacionamento surjam dessas desigualdades. Os conflitos organizacionais, naturalmente, são parte da rotina de trabalho, mas saber lidar com eles é imprescindível para assegurar a qualidade de vidana corporação e o sucesso do empreendimento.

Se os desacordos não são adequadamente trabalhados, o clima na empresa pode ficar hostil e gerar rivalidades, discussões, revides e ofensas. Minimizar esses problemas envolve habilidade para escutar, autocontrole para distinguir o cenário e disposição para promover diálogo.

Ficou interessado em conhecer dicas valiosas de como administrar eventuais conflitos organizacionais sem desespero? Então, você acaba de encontrar o conteúdo perfeito. Confira o artigo de hoje!

Saiba ouvir

Saber ouvir é o primeiro passo para entender o que está acontecendo. Escute as partes envolvidas, as motivações de cada um, qual foi o problema desencadeado e as consequências que podem surgir da questão.

A disponibilidade para escutar (e só então avaliar com clareza) é o primeiro passo para um posicionamento justo. Muitas vezes, a carga emocional é alta e é preciso ter discernimento no momento de tomar uma decisão.

E lembre-se: evite ao máximo conceber qualquer julgamento imediatista. Faça o possível para conferir um tom amigável e conciliador à conversa, garantindo mais assertividade na administração do conflito.

Analise o conflito organizacional

Analisar é dividir o conflito em partes menores para compreender melhor o todo. Pergunte-se sobre a verdadeira origem do transtorno. Veja qual é a questão real em jogo, pois muitas vezes problemas aparentemente pequenos mascaram disputas ou conflitos maiores.

Para empreender um exame detalhado, capaz de fornecer respostas coerentes, certifique-se de observar quem está envolvido e qual foi a contribuição de cada um para que o problema se agravasse.

Perceba, ainda, qual setor (ou etapa do trabalho) foi mais afetado e quais serão as consequências disso. Dependendo do seu parecer, aja rápido para solucionar o transtorno e evitar impactos negativos na operação.

Não se esqueça, porém, de que é equivocado e perigoso esforçar-se para procurar um culpado. Mantenha o foco na compreensão do problema e suprima jogos de acusações. Uma postura acusadora apenas contribuirá para alimentar o problema em vez de resolvê-lo.

Tenha controle emocional

É muito importante que você busque controlar suas emoções. Em momentos de conflito, pode ser difícil se manter neutro e coeso, mas faça um esforço para não ser induzido a abandonar o que é racional.

Evite que eventuais discussões sejam levadas para o pessoal e desconsidere falas exaltadas em momentos de grande tensão. É humanamente natural que alguns colaboradores se expressem com rispidez diante de uma confrontação direta.

Uma recomendação, porém, é certeira: se todos estiverem excessivamente nervosos ou ansiosos, dê um tempo. Retome a conversa em outro momento ou agende encontros individuais — para outra hora ou outro dia.

Mas não se esqueça: adiar a conversa por um curto período, pode ser a melhor alternativa, mas não protele e nem ignore o conflito, pois ele pode reaparecer com mais intensidade e acabar gerando mais complicações.

Seja cuidadoso com críticas

Caso perceba que alguém está tendo uma conduta realmente problemática, dificultando a solução do conflito, convide-a para uma conversa pessoal e a sós. Nesse momento, é essencial que você aponte as condutas equivocadas e faça críticas construtivas e precisas.

Para evitar ressentimentos, certifique-se de direcionar a crítica ao comportamento, elencando as desvantagens de mantê-lo, e não à pessoa em questão. Assim, você evita que o colaborador fique na defensiva.

Outra boa dica é esquivar-se de acusações. Dependendo do tom utilizado, as insinuações podem provocar a raiva do colaborador, motivando uma postura ainda pior e mais destrutiva. Mantenha-se firme, mas seja cortês!

Estimule o diálogo

Motivar as partes que estão em conflito a dialogar, mediando esse contato, é uma ótima forma de lidar com a questão. Trate os envolvidos com igualdade e dê abertura para ouvir suas sugestões de solução.

O bom diálogo é aquele que permite que todos expressem suas opiniões sem, no entanto, desmerecer ou julgar outro indivíduo. Trata-se, portanto, de uma ação consciente para acalmar os ânimos, conhecer o panorama geral e, assim, partir para a construção de uma solução definitiva.

Ao promover e facilitar a troca de informações, várias possibilidades viáveis de resolução podem surgir. Já dizia o velho ditado: duas cabeças pensam melhor do que uma! Por isso, permita (e favoreça) a participação de todos na mobilização de esforços para solucionar o conflito.

Esteja atento à sua postura

Como já foi ressaltado, é crucial que você busque sempre adotar (e propagar) um comportamento amigável e conciliador, evidenciando total repetitividade e consideração às opiniões da equipe.

A liderança está fortemente pautada na capacidade de conduzir o time a melhor performance. Para isso, é preciso que você harmonize, em seu próprio jeito de conduzir a questão, o rigor e a suavidade necessários a encontrar a melhor resolução.

E, por fim, um último apontamento: caso você tenha tido alguma responsabilidade direta no surgimento do conflito, jamais deixe de assumir o erro. Isso demonstrará humildade, honestidade e comprometimento com o sucesso coletivo, em última escala estimulando a reprodução desse comportamento na equipe.

Diante disso, é fácil perceber que a gestão de uma empresa (e da respectiva equipe) é um desafio grandioso, principalmente quando divergências entram em cena. Ao lidar com indivíduos essencialmente diferentes, é importante trabalhar para mantê-los engajados em um objetivo comum — e, para isso, a administração de problemas deve ser uma prioridade da liderança.

Nesse âmbito, é importante ter habilidade para analisar o problema racionalmente, buscando causas, consequências e partes envolvidas no desencadeamento da questão. Buscar culpados não é a melhor alternativa e apenas aumentará a tensão em torno do problema.

Gerenciar os conflitos organizacionais, portanto, envolve muito controle emocional, capacidade de lidar com pessoas e resiliência para promover um ambiente sadio e produtivo. Além disso, é importante ter habilidade para analisar o problema racionalmente, buscando causas, consequências e partes envolvidas no desencadeamento da questão.

O conteúdo foi útil e contribuiu para que você refletisse um pouco mais sobre o assunto em sua própria rotina de trabalho? Quer continuar a aprimorar as suas habilidades como gestor de RH? Baixe o nosso e-book e aprenda a tornar a sua atuação na área mais estratégica!

 

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  • Maria das Graças Bueno Monteiro 08/10/2016 at 17:10

    Excelente artigo.\r\nMeus cumprimentos pela contribuição na gestão do conhecimento.\r\nSucesso.

    • VB 10/10/2016 at 15:22

      Obrigado, Maria! Ficamos felizes em saber que você gostou do post! Continue nos acompanhando para ficar por dentro desse e de muitos outros assuntos!

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